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Mais 50
mulheres formadas para trabalhar na Construção Civil
No dia 1º de
setembro, no mesmo momento em que as formandas da segunda
turma recebiam o canudo entregue por representantes de todos
os parceiros, outras 50 mulheres, selecionadas para formar,
a terceira turma davam o pontapé na qualificação que pode
mudar o rumo de suas vidas. Coube à Ministra Nilcéa
Freire, da Secretaria Especial de Políticas para
Mulheres (SPM) fazer a palestra da aula inaugural.
Como madrinha dessa turma, a ministra valorizou o esforço
das alunas e assumiu o compromisso de viabilizar a formação
da cooperativa.

Com a garra
já demonstrada durante quatro meses de aula, as 50 mulheres
formadas pela segunda turma do Projeto Mão na Massa mostram
que estão mesmo dispostas a ocupar seu lugar no mercado de
trabalho. Com vontade, elas subiram no palco do auditório do
Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM), na
zona central do Rio de Janeiro, para receber o diploma de
formatura. Mesmo antes dessa formatura 15% delas já estão
empregadas e 10% realizam serviços autônomos. São pedreiras,
pintoras e carpinteiras de fôrmas que se juntam às 50
formadas pela primeira turma, em maio, metade delas
colocadas em empregos formais.

As novas
alunas vão passar pela qualificação social e profissional,
com aulas teóricas e período de etapa prática, e terão a
oportunidade de trabalhar como pedreiras e carpinteiras
de fôrma realizando reformas e ampliações de espaços em
entidades sociais. Em quatro meses estarão aptas a ingressar
no mercado de trabalho. O exemplo de que podem chegar lá, e
conseguir uma colocação, vem de alunas que subiram ao palco
e deram seu testemunho sobre a importância do projeto e como
se agarraram à oportunidade. Entre elas, estão
Rosangela de
Freitas Ferreira, de
37 e Flavia Paula dos Santos,
de 31 anos, carpinteiras de fôrmas formadas pelo Mão na
Massa e já empregadas pela empresa Cofix. Ou vem de
Marta Alves do Nascimento,
41 anos, que desde o início optou pela prestação de serviços
autônomo. Marta, aliás não consegue dar conta da demanda. E
certamente vai esperar a formação da cooperativa, prometida
pela ministra, para ampliar sua proposta de trabalho junto
às novas aprendizes.
Pioneiro em
todo o país, o Projeto Mão na Massa – Mulheres na Construção
Civil desperta o orgulho da rede de organizadores,
patrocinadores e parceiros que sustentam essa
iniciativa.Junto a Federação das Insitituições
Beneficientes e do Abrigo Maria Imaculada, estão
Petrobras e Eletrobrás, empresas da área da energia que
ajudam a mover o projeto. Serviço Social da Construção Civil
(SECONCI), Federação de Organizações das Cooperativas
Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (OCB/RJ) e
Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/RJ)
são os colaboradores que reforçam os ideais de uma ação que
desperta o interesse e não deve ficar apenas no Rio de
Janeiro. O ensino profissional é ministrado por professores
e técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI),
que certifica as alunas.
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Formatura e aula inaugural da turma que inicia a qualificação
Deise
Gravina,
engenheira civil, presidente da Federação de Instituições
Beneficentes do Rio de Janeiro (FIB) e diretora do Abrigo
Maria Imaculada, entidades executoras do projeto, dá início
a nova turma de 50 alunas e anuncia que no próximo ano serão
400 vagas.
Deise
enfatiza que além do setor de construção civil estar em
franca expansão e de haver déficit de mão-de-obra
qualificada na área, a mulher ainda apresenta um diferencial
por ser mais cuidadosa com a limpeza e a organização do
espaço.

"De nada
adiantaria termos tudo isso se os patrocinadores não
tivessem percebido que esse é um caminho de sucesso".
"Executamos um projeto que trouxe resultados e cujos
impactos já mostram a sua efetividade". |
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João Fernandes,
presidente da COFIX, empresa do setor da Construção
Civil, de mais de
1,2 mil
funcionários, que há 20 dias empregou cinco carpinteiras de
formas certificadas pelo Projeto Mão na Massa, disponibiliza
o uso do laboratório de forma e escoramento.

"
Tenho testemunho que os fatores que diferenciam as mulheres
dos homens são organização, determinação e obstinação".
"A
construção civil é um ambiente machista. Temos barreiras
todos os dias, mas que podem ser vencidas. São sementes que
vão sendo plantadas".
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Ministra Nilcéa Freire,
da
Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM),
assume o compromisso de apoiar o pedido de formação de
uma cooperativa feminina de trabalhadoras da construção
civil, destaca o pioneirismo da ação e seu desejo em ver o
projeto ampliado para todo o Estado do Rio de Janeiro.
"Vocês
estão dando o exemplo e gerando mais oportunidades para
outras mulheres".
"Vocês estão fazendo história no país, pois daqui a alguns
anos vão falar das mulheres do Projeto Mão na Massa, que
abriram pioneiramente o mercado da construção civil para
outras mulheres".
“Um projeto como esse amplia a autonomia econômica das
mulheres e trabalha com a igualdade de oportunidades no
mercado de trabalho. Rompe com a questão dos mitos de que as
mulheres podem ou não podem fazer determinados tipos de
trabalho.”..
"Quero que o projeto ganhe escala e que faça a diferença em
termos de números".
"A mulheres que desbravaram caminhos agradecemos. Porque
pelo menos conseguiram que a Constituição torne homens e
mulheres iguais em direitos e obrigações. E temos de dar
valor a cada uma. Nada está acontecendo por favor."
Em
relação 'a reserva de 30% das vagas das obras do PAC para as
mulheres a meta está definida no II Plano Nacional de
Políticas para Mulheres, lançado este ano”.
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Norma
Sá, coordenadora administrativa do projeto faz
uma retrospectiva do primeiro ano de atividade, quando 100
alunas foram formadas e mais de 50% inseridas no setor da
Construção Civil.
" A
voz de um empresário para outro empresário é a grande
diferença na hora da contratação".
"Com os parceiros queremos marcar essa mudança de paradigma
na construção civil".
"O projeto é feito a partir da expectativa das mulheres e do
mercado. Não adianta planejar políticas que não serão
eficazes no final". |
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Benedita da Silva,
Secretária de Estado
de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que
esteve presente na primeira aula inaugural, recorda sua
emoção naquela data e ressalta o desejo de ver todas as
casas de comunidades pobres do Rio, com as paredes emboçadas
e pintadas.
“A mulher é capaz
de realizar qualquer serviço. Mulheres na construção civil é
uma realidade, mão na massa!”
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Cecília Teixeria Soares,
Presidente do
CEDIM -
Conselho
Estadual dos Direitos da Mulher e Superintendente dos
Direitos da Mulher, da SEASDH, destaca que é pelo trabalho
que a mulher tem mostrado sua força e pelo trabalho tem
podido fazer a diferença na sociedade.
"É com
o trabalho que a gente pode crescer e conseguir ir em
frente". |
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Janice
Dias, da
Gerência de Responsabilidade Social da Petrobras,
reafirma os compromissos da empresa na parceira com o
projeto e a satisfação com os bons resultados alcançados.

"Ficamos no escritório, presos, na labuta diária. Esses
momentos reforçam nossa alma para continuarmos lutando.
Somos mulheres, lutadoras, conquistamos, teimamos para que
as coisas aconteçam".
"Agradeço a todos os maridos, namorados, pais, irmãos e a
todos os homens contemporâneos que abrem espaço para as
mulheres. Essa condição alavancadora é a condição que a
Petrobras quer dar a todas as ações do Programa
Desenvolvimento e Cidadania". |
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Tereza
Cristina de Rozendo Pinto,
Gerente do Departamento de Desenvolvimento Humano e
Responsabilidade Social da
Eletrobrás
destaca a importância das parcerias para a concretização de
projetos como este.
“A sustentabilidade tem tudo a ver com as mulheres, que têm o
instinto da proteção e do cuidado. E nunca vamos alcançar
sustentabilidade sem parcerias. Este projeto é prova disso”.
”O setor elétrico é muito machista como o da construção
civil. Todos os dias precisamos intervir nesta realidade”. |
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Zezé
Mota,
atriz, cantora e Superintendente de Igualdade Racial, da
SEASDH e madrinha da primeira turma, se emociona e contagia
alunas e convidados.
"Quero
agradecer a todos pelo privilégio de participar desse
projeto. Sou testemunha do quanto essa idéia dá certo".
Ao final canta Maria
Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, acompanhada de
Cíntia Rodrigues, assessora da Ministra.
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Jacqueline da Cruz,
responsável pela coordenação pedagógica do Mão na Massa,
destaca a importância do trabalho em equipe e faz questão de
apresentar os profissionais envolvidos com o processo de
qualificação das alunas.

“Estou
no projeto desde o início e pude testemunhar a mudança na
vida de muitas mulheres, a superação das dificuldades e o
ganho em auto-estima e conhecimento”. |
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As
alunas da terceira turma
As novas
alunas apresentaram uma versão para a letra da música
Mulheres, do sambista Martinho da Vila, enaltecendo
o valor da aprendizagem e o compromisso com o trabalho de
Pedreira e Carpinteira - ofícios que irão aprender nos
próximos meses.
As
alunas da segunda turma
As 50
formandas começam nova etapa em suas vidas e deixam como
marca obras realizadas em quatro entidades de assistência
social do município do Rio de Janeiro. Realizadas sob
supervisão de Deise Gravina, engenheira civil, e orientação
diária das técnicas de edificações, Laura Benina Moraes de
segurança do trabalho Mariana de Carvalho Rangel e dos
mestres de obra, José Carlos Ribeiro da Silva e Luiz Alberto
dos Santos,as reformas foram feitas em salas de aula,
informática e dança; auditório, consultório, refeitório,
pátio, área externa e fachada, melhorando a condição de vida
de cerca de 600 crianças e adolescentes, atendidas em quatro
entidade: Abrigo Maria Imaculada (Rocha), Cruzada Paulo de
Tarso (Brás de Pina), Centro Educacional Anne Sullivan
(Tijuca) e Creche Comunitária, da Sociedade Independente de
Cultura e Aprendizagem de Manguinhos.

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Parceiros
e colaboradores que prestigiaram a formatura
ELETROBRÁS
– Janete Ferreira Lima, Gestora do Projeto Mão na Massa,
Alexandre Benjamin, Gerente de Projetos Sociais, Renata
Petrocelli, Emanuel Mendes, Jorge Coelho e Luiza Murad
PETROBRAS
- Marcos
Firmino dos Santos, Gestor do Projeto Mão na Massa e Cláudio
SECONCI
- Ana
Claudia Pontes Gomes
SENAI/FIRJAN
- José
Manuel Esteves, Agente de Negócios e professores Marcelo
Luiz Santos e José Leite
OCB/SESCOOP/RJ
- Luiz
Roberto Silva e Daniela Armesto
COFIX
- Denise Rodrigues e Erika Alves
RIOSOLIDÁRIO –
Maria Cristina Cabral e Beatriz Doria
SEASDH
–
Edimilson Dias
PRECE/CEDAE –
Ana
Angélica Souza Felippe
COBRA –
Jean Paes
Manuel
SICAM/Creche Manguinhos –
Jaime
Silva e Mara
IBAM/CEDIM/UFRJ-
Delaine
Martins Costa e Sheila Silva
ASFUNRIO –
Wilson da Cunha |
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Formatura da primeira turma de Operárias
A primeira
turma do projeto Mão na Massa concluiu a formação e
receberam o certificado no dia 05 de Maio de 2008, em evento
realizado no Auditório do SENAI, Tijuca.
O Vice-Governador e também Secretário de Obras do
Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando PEZÃO, junto
com Deise Gravina, Engenheira Civil, idealizadora e
executora do Projeto, entregaram o diploma para a aluna
Vanderléia Constantino, que hoje já esta empregada nas obras
do PAC, pelo Consórcio Manguinhos. A “madrinha” da 1ª Turma,
a atriz e cantora, Zezé Motta, cantou para as formadas e
recebeu flores.
Destaca-se que 20% das alunas já estão empregadas na
industria da construção civil e 10% já iniciaram prestação
de serviços autônomos. |
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Aula inaugural da segunda turma
A aula
inaugural da segunda turma do Projeto, formada por mais 60
mulheres, também foi pauta do dia 05 de maio. Desta vez a
turma a ser formada será de pintoras, pedreiras e
carpinteiras de formas. |
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A cerimônia foi no Senai Tijuca, com a
presença do Vice-governador e Secretário de Obras, Luiz
Fernando Pezão, e de ilustres convidados:
Flavio Santiago, Assessor do Ministério do Trabalho e
Emprego, Tereza Cristina de Rozendo Pinto, Chefe do
Departamento de Responsabilidade Social da ELETROBRÁS,
Evalda Maciel, do Departamento de Responsabilidade
Social da PETROBRAS, Sergio Paiva, Superintendente do
SECONCI e diretor do SINDUSCON no Rio de Janeiro,
Bernardo Schlaepser, Gerente Executivo do Centro de
Referência da Construção Civil, no SENAI, a atriz e cantora
Zezé Motta, Madrinha da 1ª Turma e a jornalista
Leila Souza Lima, madrinha da 2ª Turma. |
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E ainda a presença dos familiares das
alunas, Equipe de Professores do Abrigo Maria
Imaculada, da FIB e também do SENAI. Todos foram
recepcionados por Deise Gravina, que é Presidente da
FIB - Federação de Instituições Beneficentes e responde pela
Coordenação Geral do Projeto; por Norma Sá,
Coordenadora Administrativa do Mão na Massa e quem conduziu
a pauta do evento; e por Jacqueline da Cruz, que
organiza e acompanha o aprendizado das alunas, como
Coordenadora Pedagógica.
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O vice-governador disse que o Rio irá
precisar de muitos profissionais no futuro, porque serão
investidos cerca de R$ 100 bilhões nos próximos anos. Para
ele, o mercado vai absorver todo pessoal qualificado na
construção de novas empresas e conjuntos habitacionais que
surgirão em todo o Estado. E se depender da Equipe do
Projeto Mão na Massa, parte desta mão de obra será formada
por mulheres! |
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A Aula
Inaugural da primeira turma
No dia 08 de novembro
de 2007 foi realizada a aula inaugural, no
Auditório da FIRJAN/SENAI, na Tijuca, a primeira turma de
mulheres se apresentou cantando “Mulheres de Atenas” e uma
nova versão para a letra de Chico Buarque e Augusto Boal, em
ritmo de rap. Esteve presente a Madrinha da turma, a atriz e
cantora Zezé Motta, a Secretária de Assistência
Social e Direitos Humanos do Governo do Estado, Benedita
da Silva, a Juiza da 1ª Vara da Infância, Adolescente e
Idoso – Ivone Ferreira Caetano, Flavio Santiago,
membro do Movimento Negro e Assessor do Ministério do
Trabalho e Emprego, Marilene Silva Correa, membro da
Comissão de Diversidade da Petrobras e da Ouvidoria da
Empresa e Regina Malta, do Departamento de Educação
da FIRJAN. A anfitriã do evento foi Deise Gravina,
Presidente de FIB – Federação de Instituição Beneficente,
que é Engenheira Civil e Coordenadora Geral do Projeto Mão
na Massa. |

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Quitéria Chagas, MUSA
DO CARNAVAL carioca prestigia as alunas na Aula Inaugural,
participa do evento acompanhada do ator e apresentador do
Globo Ciência, Alexandre Henderson.
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O Superintendente das Unidades
dos Municípios, Edimilson Dias, da
Secretária Estadual de Assistência Social e Direitos
Humanos, um dos incentivadores do Projeto Mão na Massa, se
emociona com a garra e determinação das alunas e sua
presença foi enaltecida nas palavras de Deise Gravina. |
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Técnico da PETROBRÁS,
Marcos Firmino e Técnica da ELETROBRAS,
Janete Ferreira Lima, ambos do Departamento de
Responsabilidade Social das respectivas empresas,
acompanham de perto a execução do Projeto Mão na Massa
e fazem fotos com as alunas.
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